segunda-feira, 20 de abril de 2009

Festivais das escolinhas...









Dia das Mães


Mãe branca, mãe preta, mãe amarela
Mãe loura, morena ou ruiva
Mãe caseira ou cigana itinerante
Mãe de todas as raças, de todas as cores
Mãe que mendiga, mãe que trabalha
Mãe que freqüenta alta sociedade
Mãe que é mãe a todo momento
Sem importar condição social
Mãe é só uma palavra que soa
Como favos de mel dentro da boca.
Mãe guerreira, mãe preciosa
Mãe zelosa, preocupada
Mãe cozinheira, lavadeira, até lixeira
Mãe empresária, industriaria, comerciaria
Mãe dona de casa, madame ou empregada
Mãe que luta com todas as garras
Mãe que batalha por um bem-estar
Por querer muito para o seu filho ou filha
Que sempre tenha em seu mundo
Momentos de muita paz e amor
Com um crescimento interior
Que o faça um alguém nesta vida.
Mãe biológica, mãe adotiva
Mãe que reza, que abençoa
Mãe que perde noites de sono
Mãe que ensina a ler e escrever
Mãe que nos mostra o que é a vida
E o caminho certo a percorrer
Mãe que é Pai em sua ausência,
Pai que é Mãe em tempo integral
Como o substituto adequado
Sem ter medo de ser piegas
Mas por necessidade primordial
De chegar enfim ao final da estrada,
Ver seu rebento crescido, vitorioso
Como um grande ser humano real.
Mãe que sempre incentiva
A lutar, vencer, crescer
Como gente, ser humano
Sem pisar no semelhante
Procurar ser alguém importante
Acreditar em Deus, ter fé
Mãe que só pensa no que é melhor
Mãe que acarinha, que acalanta
Mãe que bronqueia na hora certa
Mostrando um caminho para seguir
Mãe que está sempre presente
Em todas as horas
Mesmo que a distância se faça sentir.
Mãe é mãe não importa onde esteja
Não importa o que seja
Nada tira o seu valor.
E por você mãe presente, onipotente
Que se orgulha por ser mãe,
Por correr atrás do tempo
Tentando suavizar suas marcas
Por você que é mãe ausente
Mãe que existe só na lembrança
Que partiu tão de repente
Deixando no ar só a saudade
Eu te faço esta homenagem.

Mãe de todo dia, ano por ano
Mãe, Mamãe, Mãezinha
Mammy do meu, do seu coração
Este é o nome mais lindo
Suave, sonoro, abençoado
Por Maria, rainha de todas as Mães.
Que Deus guarda com todo carinho
Bem no meio da palma de sua mão.

Dia das Mães

Musiquinhas:

Maezinha do coração (terezinha de jesus)

Aqui no meu peito guradado, com afeto mui profundo
Eu tenho alguem que eu adoro
Mais que tudo neste mundo

É a minha mamaezinha, é tão doce e carinhosa
Presente que o ceu me deu
Joia rara e preciosa.

Música para Mamae (carinhoso)

Meu coração, sabe por que bate feliz é por você

E os meus olhos ficam sorrindo, memsmo ate quando estou dormindo
Se nos meus sonhos tenho você.
Como é bom sentir, mamãe querida que voc~e é minha amiga carinhosa
E que tem um coração imenso cheio de carinho e amor para me dar

Vem vem vem, vem sentir o calor do meu amor ao encontro do seu.
Vou abrir meu coração carregadinho de emoção , voc~e verá então o que ele diz!!

Mamãe

Mamãe, mamãe, mamãe
Eu te dou agora
Mamãe, mamãe, mamãe
Esta canção de amor
Mamãe, mamãe, mamãe
É o presente de hoje
Mamãe, mamãe, mamãe
É o presente de amor

Mamãe, minha mãezinha
Gosto muito de você
Você é minha rainha
Você é meu bem-querer
Nas minhas orações
Eu lembro sempre de você
Agradeço ao Deus-Pai
Por ter me dado você.

domingo, 19 de abril de 2009

Dia das Mães


Matrô-Ginástica: Matroginástica: evento estimula o "brincar" entre mães e filhos

Matro” vêm do latim “mater”, significando mãe. Acrescentado do sufixo “ginástica”, entende-se como ginástica para mãe e filho, que, segundo Schulz (1989), passou a ser conhecida como “atividade física entre mães e filhos”. Uma otima dica para o Dia das Mães.

Desenvolvimento:

Reunir as mães e seus filhos para atividade no pátio da escola.
Explicar a elas como fucionará a atividade: o filho vai a todo momento servir como um apoio a mamãe nas atividades propostas.

Aquecimento:

Uma música bem agitada onde mães e filhos possam se aquecer ao ritmo da mesma, cada parte do seu corpo ( cabeça, tronco, pernas, braços...).




Localizada:

Exercicios para fortalecer pernas e bumbum

Filho de frente para a mãe segurando a mamae com a suas mãozinhas e mamãe apoiando as suas mãos no braços do seu filho:

1)Pernas semiflexionadas, uma delas dobrada a 90 graus, estique esta para trás e para cima, voltando à posição inicial.
Cuidados: não exagere na subida da perna e mantenha o abdômen contraído.
2 series de 10 com cd perna

2)ainda em pé e apoiando em seu filho, mantenha tronco reto, pernas abertas, pés paralelos e joelhos semiflexionados. Abaixe e eleve o tronco, deslocando os quadris para trás.
Cuidados: mantenha os joelhos na direção dos pés.
2 series de 10

3)Em pé e de lado, perna de apoio levemente flexionada, na perna que está por fora (também semiflexionada). Levante esta perna lateralmente, até o seu limite.
Cuidados: mantenha as costas retas sempre e contraia o abdôme
2 series de 10, com cd perna

Exercicios para a panturrilha: de frente para filho subir e descer das pontas dos pés
2 series de 10

Exercicios para os braços:

Mamãe agora vai levantar o filho q esta de frente para ela
2 series de 10

Abdominal:

1)Mãe deitada no chão e filho sentado nos pés dela, os braços estendidos atrás da orelha e as pernas flexionadas. Eleve o tronco expirando. Continue com os braços estendidos atrás da orelha e as pernas imóveis, voltando à posição inicial.
2 series de 5

2) Deixe as duas mãos posicionadas atrás da nuca e as pernas flexionadas, ainda com o filho sentado nos pés,inspire e eleve o tronco aproximando-o em direção aos joelhos suspensos, mantendo os cotovelos sempre abertos e o queixo distante do peito. Volte à posição inicial.
2series de 5

Alongamento:

1)Mãe sentada no chão com os as pernas estendidas para frente, filho agaichado atrás da mãe empurrará as costas da mãe ate q se tronco toque os joelhos, sempre respeitando o limite corporal de cada um.

2) Agora com as pernas abertas filho ainda atras da mãe empurrará as costas para os lados direitos e depois ao centro, também respeitando o limite corporal.

Relaxamento:

Mãe vai pegar seu filho no colo e colocá-lo de uam maneira confortavel para fazer uma naninha ao som de uam música suave, é um momento de relembrar todos os momentos da existencia deste... enqto ambos se mantem de olhos fechados e abraçados trocando carinho, a professora irá falando coisas que façam a mãe relembrar desde q ficou gravida até os dias atuais, e pra finalizar passa uma linda mensagem de amor para elas!
Após isto coloca-se uma música bem animada e q fale coisas boas onde todos possam dançar, brincar, se abraçarem...

Dia das Mães



Carinho de Mãe não tem igual... e de filho então...... bjinho mais q doce da Maria para mim...

Ser Mãe...

É dizer todas as palavras...
Que sempre precisamos escutar...
É secar nossas lágrimas...
E num beijo consolar...
É ser aquela pessoa que vive em nosso coração...
É trazer sempre aquele sorriso amigo....
E em nosso tombo saber nos dar a mão...
Isso tudo é o pouco que hoje reconheço...
Do seu valor MÃE...
Pois para mim, tu és....
E sempre será.....
Um exemplo de Puro e Infinito
Amor!!!!

terça-feira, 24 de março de 2009

Qual é o papel do professor enquanto educador?



Todo professor deveria elaborar um discurso que potencializasse as mudanças que oriente rotas, ou seja, que concretize um currículo para as crianças, tendo um projeto coletivo, uma obra aberta, criativa e apropriada para o aqui e agora de cada situação educativa, envolvendo sensibilidade e uma visão de criança como alguém competente e com direitos próprios.E isto só obteremos se rompermos com a história tradicional de promover o isolamento e o confinamento das perspectivas infantis dentro de um ambiente controlado por adultos e com descontextualização das atividades que muitas vezes são propostas às crianças.
A escola deve ter uma proposta pedagógica que implique por uma organização curricular que seja um elemento mediador fundamental entre a realidade da criança (concepções, valores, desejos, necessidades e conflitos vividos em seu meio próximo) e a realidade social mais ampla, com outros conceitos, valores e visões de mundo, mas para isto é necessário conhecer a individualidade do aluno.
Por isto a interação social é uma das estratégias mais importantes do professor para a promoção de aprendizagem pelas crianças. Assim cabe a ele propiciar situações de conversa, brincadeira ou de aprendizagem orientadas que garantam a troca entre as crianças, de forma que possam comunicar-se e expressar-se, demonstrando seus modos de agir, pensar e de sentir, em um ambiente acolhedor e que propicie a confiança e auto-estima.
Vygotsky,afirma que as características individuais (modo de agir, pensar, sentir, valores, conhecimentos, visão de mundo, etc) dependem da interação do ser humano com o meio físico e social que ele esta inserido.
Para elas a criança quando se sente dentro de um grupo, começa a participar mais, interagir mais, e conseqüentemente vem mais feliz para a escola.
Outro aspecto muito comum dentro das escolas e que nós professores nos deparamos é o de crianças que não interagem com outras crianças, e quando isto é levado ao conhecimento dos pais, estes tendem a desconversar e achar muito cedo para um acompanhamento de um profissional especializado em comportamento.
E por que será que isto acontece? Será que quando criança nós educadores e também os pais de nossos alunos tiveram um professor que se preocupou em interagir com ele, que realmente percebeu este aluno como um ser que pensa, sente, mas que muitas vezes não sabe exprimir isto?
O que acontece é que muitos pais e escolas estão mais preocupados em preparar seus filhos e alunos para um futuro aprendizado, esquecendo de observar o que está acontecendo no presente. Esta concepção de preparar para o futuro é um tanto contraditória, uma vez que os processos de desenvolvimento só são impulsionados quando aprendidos. Um bom ensino é aquele que se adiante ao desenvolvimento, ou seja, que se dirige às funções psicológicas que estão em vias de se completarem.
Por isto um redimensionamento do valor das interações sociais (entre alunos e os professores) no contexto escolar seria uma sugestão, uma vez que elas podem produzir conhecimentos por parte dos alunos, onde este poderá dialogar, trocar informações, confrontar ponto de vista divergentes, trabalhar com a cooperação, tornando o aluno mais responsável resultando no alcance de um objetivo comum. Cabe, portanto, ao professor não só permitir que isto aconteça, mas também promover isto no cotidiano das salas de aula.
Portanto o papel do professor é proporcionar uma prática educativa que considere a importância da intervenção do professor que é uma pessoa mais experiente da cultura, e também das trocas efetivadas entre as crianças que tanto contribuem para os desenvolvimentos individuais. É necessário que haja esta troca, esta interação, nós não podemos mais achar que somos os tais, e que as crianças não nos ensinam nada.
Esta idéia de que a criança deve vir para escola, permanecer sentada em sua cadeira, em silêncio e de preferência olhando para frente tem que ser derrubada de uma vez por toda.
O movimento dentro da escola não pode mais ser entendido como uma moeda de trocas, onde a imobilidade funciona como uma punição e a liberdade de se movimentar como prêmio.Este preconceito ao movimento que permeia a escola tem que ser discutido sim, pois não é possível que em pleno século XXI o movimento ainda esteja restrito somente as aulas de Educação Física ou recreio, e nas demais atividades em sala de aula o aluno tem que se manter “imóvel”. Afinal se é através do movimento que o individuo se manifesta, que pessoas formaremos se impedirmos a sua expressão?
Esta ausência de ludicidade nas disciplinas científicas e a ausência de seriedade nas disciplinas que envolvem o mexer o corpo, só contribuem para acentuar ainda mais esta visão de que o ensino de Educação Física e de Arte são supérfluo.
A atuação do professor no processo ensino-aprendizagem deve considerar o aluno como um corpo que não foi programado para imitar, que ele só estará satisfeito e realizado em sua corporeidade, a partir do momento em que ele estiver participando ativamente das atividades e podendo explorar sua criatividade, espontaneidade e rompendo com as limitações de seu corpo, descobrindo, por si só, as coisas maravilhosas que pode realizar com seus gestos.E sendo assim a intenção da formação do cidadão autônomo, critico, que saiba intervir, modificar e usufruir a sociedade em que vive deve ser o paradigma da educação de forma geral.
A inserção corporal tem muito com o que contribuir para com isto e, em especial a Dança, por isto é preciso que nós educadores consideremos o corpo de nossos alunos como um corpo que está em erupção, exalando sentimentos, expressões e integrante do meio social ao qual faz parte.
Mas infelizmente nem todos so cursos de formação de professores oferecem tais conhecimentos sobre o corpo, por isto seria muito importante que se pensassem com seriedade no oferecimento de disciplinas de cunho artístico corporal, independente da disciplina que lecionam. Porque assim eles sentiriam e entenderiam melhor seus corpos, aprenderiam a pensar com o corpo todo, este corpo que fala, que sente, se emociona, que se expressa de todas as formas possíveis.Estas práticas corporais só vem a contribuir para que professores ao sentirem em seus corpos estas descobertas, possam compreender melhor o que se passa nos corpos dos seus alunos, porque estarão experimentando o prazer do movimento e os benefícios físico e mental que este pode trazer a elas e conseqüentemente aos seus alunos, o que fará com que vejam a Dança na escola com outros olhos.
E é por isto que a Dança na escola deve ultrapassar a idéia de ser apenas voltada à criança e ao adolescente, ela deverá ser trabalhada com os professores, pois será importante não apenas para a formação destes (e para o bem estar dos mesmos), mas também para que o corpo do professor funcione como modelo para o aluno. Afinal somos o tempo todo modelos para as nossas crianças.
No caso da Dança na escola, onde se trabalha mais a exploração e a criação do próprio aluno que o aprendizado de passos específicos, a imitação não deveria estar presente. No entanto, essa idéia é equivocada. Pois acabamos por cair em outro desfecho que é a questão de dar exemplos de movimentos ou de servir de modelos, pois muitas vezes o que se vê nas criações das crianças são gestos oriundos reproduzidos do que vêem na TV. Se o professor não quer assumir o papel de modelo, a mídia o faz o tempo todo. Cabe agora refletir qual é o modelo mais interessante, e, sobretudo, trabalhar com as crianças o desenvolvimento do olhar crítico.
É preciso portanto tomar o cuidado para que não se aplique atividades descontextualizadas que visam à mera repetição sem sentido de um modelo observado e propor atividades que realmente intervêm e desencadeiam o processo de aprendizam. Não se pode oferecer rituais de cópia ou propostas de imitações mecânicas e literais de modelos fornecidos por nós adultos. Mas sim oferecer subsídios aos alunos para que possa favorecer o processo de criação deles, tornando a atividade mais significativa e desafiadora, sem estereotipar a expressão do educando.
Fica claro, portanto, que a questão da educação corporal não é de responsabilidade exclusiva da Educação Física, nem da Dança ou da Expressão Corporal.O corpo está em constante desenvolvimento e aprendizado, possibilitar ou impedir o movimento da criança e do adolescente na escola, oferecer ou não a oportunidade de exploração e criação com o corpo, despertar ou reprimir o interesse pela dança no espaço escolar, servir ou não de modelo, de uma forma ou de outra, estaremos educando o corpo. Nós somos o nosso corpo e toda educação é do corpo. A ausência de uma atividade corporal também é uma forma de educação: a educação para o não movimento – educação para a repressão. Em ambas situações, a educação do corpo esta acontecendo. O que diferencia uma atitude da outra é o tipo de indivíduo que estamos formando. Cabe agora a cada um de nos fazer uma reflexão.

Nani

terça-feira, 17 de março de 2009

O Movimento e a Dança na Educação Infantil


O Movimento na Educação Infantil

O movimento é um dos fatores que contribuem com desenvolvimento e com a cultura humana, pois as crianças estão em contato com ele desde que nascem, onde adquirem cada vez mais controle sobre o seu próprio corpo e se apropriam das possibilidades de interação com o mundo em que vivem. A inúmeras possibilidades de movimento (engatinhar, caminhar, manusear objetos, saltar, correr, brincar sozinha ou em grupo) que uma criança pode experimentar possibilita uma linguagem que a permite agir sobre o meio físico e atuar sobre este de maneira significativa.E isto foi percebido pelas pessoas engajadas na Educação Infantil: “a necessidade das atividades de Movimento para as crianças”. No entanto, muitas vezes isto se restringe a brincadeiras nos aparelhos do parque, jogos de correr, brincadeiras livres nos espaços internos e externos da escola e brincadeiras de rua, todas elas permeando o objetivo de recreação: “[...] É importante que o aspecto lúdico seja desenvolvido nas crianças, com a finalidade de recrear-se. Entretanto, os objetivos do componente curricular “Movimento” para a Educação Infantil não podem resumir-se na visão de recreação” (MELLO).
Ao analisar o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, é possivel verificar que o Movimento é, ainda, concebido em uma visão orgânica: “[...] As capacidades de ordem física estão associadas à possibilidade de apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, ao auto conhecimento, ao uso do corpo na expressão das emoções, ao deslocamento com segurança. As capacidades cognitivas estão associadas ao desenvolvimento dos recursos para pensar, o uso e apropriação de formas de representação e comunicação envolvendo resolução de problema” (MELLO)
É como se o movimento estivesse relacionado apenas ao corpo, e o pensamento não fizesse parte dele. E isso esta presente nos objetivos de toda a proposta de Educação Infantil, tanto para zero a três anos, como para quatro a seis anos. Entretanto, a Educação Física que vem sendo discutida atualmente, como já fora citado, não tem como único objetivo o desenvolvimento das habilidades e capacidades físicas, ela tem como foco enquanto componente curricular educar a criança para a vida, desenvolvendo habilidades necessárias para a inserção desta criança nos diferentes ambientes da sociedade.
Ainda que os objetivos educacionais apresentados no Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (1998), privilegiem a ampliação das possibilidades expressivas do próprio movimento utilizando gestos diversos e o ritmo corporal nas suas brincadeiras, danças, jogos e demais situações de interação, além da exploração de diferentes qualidades e dinâmicas do movimento, como força velocidade, resistência e flexibilidade, ainda assim buscam o desenvolvimento de habilidades e capacidades físicas.
Não basta uma Educação Física sob a visão de apenas movimentar-se, ela tem que ir mais além do desenvolvimento das capacidades físicas.
Segundo Le Boulch, toda a educação pressupõe tomar decisões enquanto á finalidade da ação educativa.O objetivo é favorecer o desenvolvimento de um homem capaz de atuar num mundo em constante transformação por meio de um melhor conhecimento e aceitação de si mesmo, um melhor ajuste de sua conduta e uma verdadeira autonomia e acesso às suas responsabilidades no marco de sua ação social, possibilitando através de sua ação sobre atitudes e movimentos corporais. A Educação pelo Movimento não ocorre isoladamente, mas no homem como um todo, onde este movimento dentro de um contexto seja ele jogo, trabalho, expressão, adquire significado.



A Dança na Educação Infantil
Como pudemos perceber, o movimento é o meio de expressão fundamental das crianças na Educação Infantil, isto porque o espaço entre a emoção e ação é menor quanto mais jovem for a criança. Considerar todas essas dimensões do movimento nos permite uma visão mais ampla para a preparação de atividades, projetos e conteúdos que melhor contemplem o movimento dentro das escolas de Educação Infantil.
No mundo ocidental a “Dança-criativa”, “Dança-educativa” ou “Dança-educação” são modalidades similares na área de Dança no contexto escolar. No Brasil, essa modalidade foi também batizada de “Expressão Corporal”, “Dança-Expressiva” ou até mesmo de ”Método Laban” (Marques)
Então seja a Dança como for chamada, ela permite que a criança se aproprie de seus corpos, possibilitando uma comunicação corporal. Para Laban, a criança tem o impulso inato de realizar movimentos similares a Dança. Esta vontade inata da criança de fazer movimentos do tipo de dança é uma forma inconsciente de extroversão e exercício que a introduz ao mundo da influência de movimento e fortifica suas faculdades espontâneas de expressão.
Portanto, nada mais pertinente que o trabalho de dança seja explorado dentro das escolas de Educação Infantil, uma vez que ela supõe na educação um aprendizado que integra o conhecimento intelectual e a livre expressão do aluno, visando não apenas proporcionar a vivência do corpo e diminuir tensões, mas favorecer a criatividade da criança, onde o trabalho com o seu corpo gere uma maior consciência corporal, para que esta criança possa compreender o que passa consigo e ao seu redor, tornando-a mais espontânea e conseguindo expressar seus desejos de modo mais natural.